terça-feira, 31 de março de 2009

Rádio

Neste 3º semestre tenho tido aula de História do Rádio e da TV no Brasil com a professora Daniele Gross. A primeira impressão que tive foi de que a aula seria bem chata, não por envolver fatos históricos, mas por suas datas e nomes a serem lembrados.

Está em andamento (na fase final, diga-se de passagem) um trabalho sobre os programas de rádio das décadas de 1940 e 1950. Tudo indicava grande dificuldade em encontrar material e informação para que o trabalho ficasse completo. Engano. Nos deparamos (eu e meu grupo) com a "ERA DE OURO" do rádio em que houve programas marcantes, muitos dos quais delinearam o rádio e o jornalismo tal como é hoje em dia.

Chacrinha, Luiz Gonzaga, concurso A Rainha do Rádio, radionovelas, radiojornalismo Repórter Esso, programas de auditório, Rádio Nacional, programas de humor, decadência do rádio por causa da televisão e a necessidade de se reformular inventando as FM's para garantir sua audiência foram algumas das coisas aprendidas neste processo de quase um mês de pesquisas e discussões em grupo.

Foi interessante entender como o rádio era importante naquela época, entender como era um meio de comunicação essencial para vida dos ouvintes e dos locutores: os primeiros se reuniam em torno do rádio vestido com suas melhores roupas, os últimos aperfeiçoavam suas vozes e maneiras de interagir com o público e atribuindo todo um encanto ao rádio.

O envolvimento foi tamanho que passei a ouvir rádio (coisa que há tempos não fazia) e o faço com ouvidos atentos e mentalidade mais crítica.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Exemplificação do status pessoal

Já foi citado aqui a capacidade dos meios de comunicação em atribuir de status a um sujeito que recebe destaque dos mesmos. Um dos maiores exepmlos de status pessoal é o reality show Big Brother. Independente de gostos e preferência, quero expor um vídeo para análise e reflexão: esse vídeo é facilmente encontrado com as palavras chaves "bbb+audio+vaza" no Youtube e mostra o quando as pessoas se submetem a determinadas coisas em busca deste status.



Note que apesar da intervenção inesperada e da forma grosseira que a voz emite o recado, os participantes dão continuação na conversa e nenhum sinal de constrangimento foi dado.
Eis um grande exemplo da busca pelo status pessoal que o meio pode fornecer, neste caso o status é efêmero, mas que é considerado válido, ainda sim, por muitos.

domingo, 15 de março de 2009

Os 13 Mandamentos do Jornalismo

Achei no Orkut os mandamentos da nossa profissão. Bem engraçado.

"OBSERVE BEM OS 13 MANDAMENTOS DA PROFISSÃO E FIQUE À VONTADE!!

1º Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.
2º Não verás teu filho crescer.
3º Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.
4º Terá gastrite, se tiver sorte. Se for como os demais, terá úlcera.
5º A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o China in Box.
6º Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.
7º Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.
8º Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.
9º Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.
10º A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.
11º Terás sonhos, com entrevistados, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.
12º Exibirás olheiras como troféus de guerra.
13º E, o pior... Inexplicavelmente gostará de tudo isso..."





A profissão não é fácil, como se deve imaginar. Não é fácil, não enriquece, não é calma nem rotineira, é estressante, mas tem lá suas graças

sexta-feira, 13 de março de 2009

Eu sei, mas não devia

Hoje quero analisar o texto "Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti que serviu de base na prova de Seleçaõ de Estágio da FUNDAP. Gostaria de estabelecer relação entre este texto e "Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada", de Paul Lazarsfel e Robert Merton. O que destaco do segundo texto são duas funções dos meios de comunicação de massa: a disfunção narcotizante que pode se resumir em estar informado, mas não agir para buscar soluções; e o conformismo social.

Marina Colasanti ainda expõe a falta de tempo, a falta de contato com a natureza, o consumismo que nos é imposto através da publicidade, a aceitação do que é feito conosco, a submissão e o fato se sempre termos uma desculpa para permitir que tudo isso aconteça.

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."





Este texto foi tirado do site Releituras

segunda-feira, 9 de março de 2009

Por que jornalismo?



Eis uma pergunta que você vai ouvir muito seja em entrevistas de emprego, de familiares e amigos ou de professores. E sua resposta vai mudar muito desde o momento em que você assinala o jornalismo como oção de carreira até... bom, isso nem eu sei, mas acredito que por toda a sua carreira você irá ouvir isso.

A minha resposta inicial era a seguinte: facilidade com escrita, gosto por leitura, envolvimento com determinados assuntos que eu defendia, indicação de professores que sempre elogiaram minhas redações escolares. Básico, não é? Mas, como eu disse, a resposta se transforma.

Logo após eu ter pesquisado bastante sobre a profissão com jornalistas formados, estudantes, guias de profissão, testes vocacionais e tudo mais ao que temos acesso, estava decidido. Me encantei com essa profissão que te dá inúmeras oportunidades: os diversos meios de comunicação, o jornalismo impresso, televisivo, radiofônico, online; as funções que se pode executar, repórter, editor, redator, revisor, fotógrafo, diagramador, assessor, entre outras; as áreas em que é possível se dedicar, jornalismo cultural, esportivo, econômico, político. Muitas opções, isso encanta qualquer um.

Atualmente, como estudante, eu me apaixono cada dia mais pela possibilidade (e necessidade) de aprendizado contínuo, pensamento sensato e crítico, desapego de valores, linguística e poder da comunicação, efeitos, divisão de informação, estudo dos meios, mudança constante de condição.

Tenho absoluta certeza de que a minha resposta evoluirá, eu respoderei de outra forma essa mesma pergunta e isso acontecerá pela exposição à informação e conhecimento, a submissão à mudança de pensamento, o não-apego a nenhum valor ou ideologia capaz de comprometer meu desempenho e transformações como comunicóloga, como jornalista.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O status atribuído pelos meios de comunicação

Dias desses, estudamos na aula de Comunicação Comparada sobre o status que os meios de comunicação atribuem para os sujeitos que neles aparecem. Estudos dizem que a sociedade encara com respeito um sujeito que aparece nesses meios, pois se lá ele está se destacando da sociedade de massa é porque é um sujeito de respeito.

Na aula foi exposto quatro tipos de status: o pessoal, organizacional, político e de movimentos sociais. Abaixo um pequeno texto omposto por mim, Amanda Rodrigues de Carvalho, e minhas colegas de classe Carla Regina Masella e Amanda Miranda Andrade. Este texto conceitua e exemplifica esses tipos de status de maneira bem simplificada:



Os meios de comunicação são capazes de atribuir status para uma personalidade ou situação que recebe destaque midiático. Existem quatro classificações de status: na política, um sujeito pode ganhar prestígio quando os meios enfatizam suas ações e seu contato com políticos renomados. Este conceito pôde ser visto na reeleição do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, em que teve expressivo aumento nas intenções de voto quando a mídia tornou público o apoio do governadordo estado, José Serra, apoio o qual seguia rumo contrário ao partido já que o PSDB tinha seu próprio candidato.
Quanto à atribuição de status organizacional, pode ocorrer através da influência dos meios , como o merchandising no programa Big Brother Brasil em que as marcas dos produtos estão visíveis ao público, determinando a importância dos mesmos por serem consumidos pelos participantes do reality show.
Os movimntos sociais ganham relevância ao serem divulgados nos meios de comunicação, podendo até tornar-se o centro das discussões políticas e sociais.No recente caso das reivindicações em Paraisópolis, o protesto da comunidade não teria status se a mídia não o divulgasse da forma como foi feito.
O status de maior conhecimento que os meios de comunicação podem atribuir é o pessoal. Um sujeito que está na mídia é tido como suficientemente importante para estar lá, acreditando-se que este seja merecedor de respeito e tratamento diferenciado. Na uqarta-feira, dia 18 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de São Paulo publicou o caso de uma ex-integrante do Big Brother Inglaterra que descobriu ser vítima de um câncer terminal. Devido ao status social que o programa atribuiu a ela, uma entrevista sobre a reação da moça e o que era pretendido fazer dali para adiante foi vendida a um tablóide e uma emissora de TV negociava para que as últimas semanas de vida fossem transmitidos em um reality show.